Ferrari teve prejuízo de 2,1 milhões de euros com acidentes em 2021

Chefão da Ferrari, Mattia Binotto, revelou custo total dos danos aos carros durante as primeiras onze provas da temporada

Acidentes envolvendo Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr. nas primeiras onze etapas da Fórmula este ano custaram aos cofres da Ferrari o equivalente a cerca de 13 milhões de reais.

Além de outros incidentes menores, Leclerc se envolveu em dois acidentes maiores este ano, um deles depois de ser tocado por Lance Stroll durante a largada na Hungria, e o outro, por culpa própria, em Mônaco. Já Sainz bateu durante a classificação na Hungria.

O chefão da equipe, Mattia Binotto, revelou a conta total de reparos este ano, na qual os acidentes são responsáveis pela maior parte.

“Se eu olhar para os danos que sofremos até agora, desde a primeira corrida que tivemos no Bahrein até a última corrida na Hungria, se eu contar todos os danos que tivemos na pista, são mais de 2,5 milhões de euros”, disse Binotto.

“São danos gerais”, explicou. “Às vezes, nós mesmos podemos nos prejudicar”.

Carlos Sainz depois do acidente durante a classificação para o GP da Hungria
Carlos Sainz depois do acidente durante a classificação para o GP da Hungria

A quantia de 2,1 milhões de euros equivale a um pouco mais de dois por cento dos gastos totais permitidos às equipes com a limitação imposta pelo teto no orçamento.

“Temos alguma contingência em nosso orçamento final que acho que precisamos ter porque você nunca sabe as surpresas que teremos de agora até o fim com acidentes e danos”, concluiu Binotto.

Com a revelação, o chefão da Ferrari procura ampliar a discussão sobre a tese exposta por ele depois do GP da Hungria, de que os responsáveis pelos acidentes deveriam pagar a conta.

“Obviamente, tem havido muitas discussões e ainda há discussões em andamento”, disse ele.

“Se houver um acidente, há um piloto culpado e você não é [o culpado], se seu carro teve danos, isso deveria ser isento do limite orçamentário? Acho que é certamente um ponto importante. A razão pela qual mencionei os 2,5 (milhões de euros) é para mostrar que em geral os danos podem ser significativos. Portanto, devemos considerar um tipo diferente de regulamentação nesses casos?”

“Certamente há mérito para isso e acho que certamente não há soluções óbvias. Mas acho que é algo que sem dúvida discutiremos com a FIA, a F1 e todas as outras equipes nas próximas semanas, e possivelmente tentaremos resolver para ver se há alguma solução para o futuro”, finalizou Binotto.

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