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F1 deve tirar pistas lendárias do calendário 2023

Com 21 autódromos com contrato para 2023, Mônaco, Spa, Paul Ricard e Red Bull Ring podem estar de saída da Fórmula 1. Saiba mais!

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O calendário de 2023 da Fórmula 1 deverá ter a saída de pelo menos uma pista lendária, se for seguir o que ela mesmo tem pronunciado. Para Stefano Domenicali, CEO da categoria, a programação do próximo ano terá “23 ou 24 corridas”.

Com contrato com 21 circuitos garantidos para 2023, estão em cheque Mônaco, Paul Ricard, Spa-Francochamps e Red Bull Ring, que tem seus acordos vigentes até o final desse ano. O cenário mais otimista faria com que só uma dessas pistas ficasse de fora.

Porém, não sei, não acho que o futuro é muito otimista. Particularmente, penso que a Áustria deve seguir no calendário, pois é importante para a Red Bull, as outras pistas vão ter de rebolar um pouco mais, ainda mais que existe a sombra de novas praças chegando.

Novas pistas chegando

Kyalami pode voltar à F1 após 30 anos fora – Foto: International GT

A Fórmula 1 quer voltar à África. Vislumbra dinheiro correndo na África do Sul, mas também reforça o discurso de inclusão que a categoria tem mostrado, voltando a correr em todos os continentes – exceto Antártida, por razões óbvias. Recentemente, Domenicali esteve no país e teve conversas para levar uma corrida a Kyalami.

Spa-Francochamps é amada por todos os pilotos, que formariam uma voz contra a retirada dessa pista, mas o dinheiro vai falar alto. Com uma infinidade de países dispostos a pagar uma taxa cada vez mais alta para receber uma etapa da Fórmula 1, a concorrência promete ser grande.

Outro ponto que pesa contra é que a pista é longe de grandes centros, não permite fazer aqueles mega eventos que a categoria faz. Teriam de fazer algo em Bruxelas, cerca de 3h de carro dali, ou Liege, cerca de 60 km distante. Sem contar que a infraestrutura nos arredores do circuito não é ideal para receber a Fórmula 1, como estradinhas estreitas para chegar e sair de lá.

Curva 1 de Spa-Francochamps – Foto: circuitspa

Pesa a favor da localização a pista ser ne Bélgica, mas próxima a Luxemburgo e, sobretudo, cidades do oeste da Alemanha – país tradicional no automobilismo, mas que não tem corrida por lá.

Apesar de todo esse discurso, se Spa-Francochamps chegar nas exigências da Fórmula 1 – principalmente, o valor da taxa – a Bélgica deve seguir.

Nice ameaça Paul Ricard e Mônaco

A vida não é fácil para Paul Ricard. De acordo com Domenicali, outros locais na França querem receber uma corrida da F1, o que, ao meu ver, poderia ser uma mudança viável para a categoria. Tirando a corrida do ano passado, desde o circuito voltou ao calendário, foram modorrentos os eventos por lá.

Dependendo de onde for o local na França, até Mônaco corre risco. Domenicali falou sobre um projeto para se correr em Nice, região que faz fronteira com o principado. Logo, uma corrida por lá mataria dois coelho com uma cajadada só.

O atual acordo de Mônaco foi celebrado nos tempos de Bernie Ecclestone, com taxas bem módica e a permissão para explorar questões comerciais por parte do principado, que muitas vezes são conflitantes aos patrocinadores da categoria. Isso é algo que não agrada em nada a Liberty Media.

Pierre Gasly nas ruas de Mônaco – Foto: AlphaTauri

Já tem alguns anos que as corridas em Mônaco são verdadeiras procissões. Os carros atuais são enormes e praticamente não há espaço para tentar uma ultrapassagem, mas o GP seguia no calendário pela tradição.

A pandemia trouxe o cancelamento da edição de 2020 e vozes começaram a surgir para que este não mais fosse realizado, pois, do ponto de vista esportivo, não era atrativo. Claro, as ações comerciais e de relacionamento são casos a parte, afinal, luxuosos iates das equipes proporcionam uma experiência diferente.

O fato é que a Liberty Media colocou a Fórmula 1 em evidência novamente. Voltou a ser um assunto que as pessoas acompanham para ter o que falar nos demais dias. Tornou-se um espetáculo como, acredito eu, nunca foi. Em detrimento a um novo público e maior arrecadação, porém, a tradição tem ficado de lado e essas pistas correm os risco de não estar mais na F1.

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